O primeiro passo para dominar o stress e estados de ansiedade é reconhecer a sua existência.
Muitos associam o stress a debilidades pessoais e têm dificuldade em aceitar isso. Sentem que aceitar é assumir que não estão a corresponder às exigências que lhe são propostas e preferem não pedir ajuda a ninguém.
As exigências pessoais e profissionais aumentam de dia para dia. Cada vez são precisas mais estratégias pessoais para lidar com essas exigências.
Pela falta de estratégias a pessoa está mais sujeita a sentir mais emoções negativas sobre si, que poderão cumulativamente interferir na baixa realização pessoal, na baixa autoestima, no sentimento de fracasso, com repercussões a nível físico, psicológico e social.
Apresento uma pequena lista de sintomas que permitem detetar stress e cansaço emocional:
- Nº de vezes que consulta o calendário para verificar quanto tempo falta para as próximas férias, dias feriado, dias que faltam para o fim-de-semana…
- Nota: A fadiga e o cansaço emocional tem ligação direta e proporcional a esse nº de vezes que faz essa consulta no calendário.
- Diminuição progressiva de energia;
- Sensação de cansaço constante;
- Desenvolvimento de atitudes negativas face a si próprio e aos outros (culpa, frieza, indiferença…);
- Diminuição da capacidade de conseguirem estabelecer relações sociais com os outros;
- Tendência de avaliar o próprio trabalho de forma negativa;
- Baixa satisfação na sua atividade profissional; …
Já pensou que por vezes a mesma situação é geradora de stress para uns e não é para outros?
As pessoas reagem de formas diferentes aos fatores de stress. Por isso acontece que o sujeito A encare a situação como desencadeadora de stress, quanto que o sujeito B a encara-a como um desafio.
Os recursos que temos influenciam a forma como resolvemos os nossos problemas.
É possível a pessoa aprender a forma de se relacionar perante uma situação geradora de stress. O mais importante é a perceção que a pessoa tem da situação stressante e não a situação em si.